quarta-feira, 31 de julho de 2013
Efeito Pigmaleão
Cientistas norte-americanos constataram a existência do efeito Pigmalião. Na mitologia grega, Pigmalião, que era escultor, talhou na pedra uma estátua de mulher tão perfeita, tão real, que dela se enamorou. Dia após dia, noite após noite, Pigmalião aguardava que sua estátua adquirisse vida. Com o passar do tempo, sua crença aumentava, e com ela a expectativa de que poderia um dia esposar sua própria criação. Os deuses se compadeceram de Pigmalião e, admirando sua forte crença, deram vida à estátua, que se transformou numa encantadora mulher.
O efeito Pigmalião é algo parecido. Uma equipe de psicólogos observou o que ocorria com um grupo de alunos que foi selecionado, ao acaso, numa escola secundária. Para os professores desses estudantes, foi dito que eles possuíam um coeficiente de inteligência muito superior ao da média. Mas, na realidade, estavam na média. Quando o ano terminou, os psicólogos voltaram à escola e observaram o rendimento do grupo. Constataram que suas notas tinham aumentado significativamente e que o mesmo havia ocorrido com o coeficiente de inteligência de cada um deles.
Qual o milagre? Apenas uma mudança na crença dos professores daquele grupo. Eles passaram a acreditar mais nos estudantes que, a princípio, nada tinham de especial. Mas, após a mudança na expectativa dos mestres com relação a eles, transformaram-se, de forma quase dramática, como a transformação sofrida pela estátua de Pigmalião. Se a crença dos demais com relação a nós tem poder transformador, imagine a força de nossas próprias crenças a respeito de nós mesmos.
Se tratarmos um indivíduo como ele é, ele continuará a ser como sempre foi, mas, se o tratarmos como se ele fosse o que poderia ser, ele se transformará naquilo que poderia ser.
Goethe
terça-feira, 30 de julho de 2013
Fala Coração: Sete passos básicos ajudam você a esquecer um amor...
Fala Coração: Sete passos básicos ajudam você a esquecer um amor...: De acordo com a psicóloga Regiane Machado, vale a pena aproveitar esse processo para olhar para si. É hora de se conhecer melhor, reconhece...
Sete passos básicos ajudam você a esquecer um amor; veja quais são
De acordo com a psicóloga Regiane Machado, vale a pena aproveitar esse processo para olhar para si. É hora de se conhecer melhor, reconhecer defeitos e qualidades, buscar melhoras, descobrir ou redescobrir do que gosta ou não gosta e valorizar-se. "E, quando for pertinente, reflita sobre o término e, quem sabe, aprenda com tudo o que aconteceu".
1. Não tente curar a falta de alguém com uma nova paixão
A velha máxima "um coração partido só se cura com outro amor" nem sempre funciona. Para a psicóloga Regiane Machado, o ideal é superar o término de um relacionamento sozinho, buscando refletir sobre o fim. "Ao desejar começar um novo relacionamento, é importante que o término tenha sido superado, para se entregar por inteiro". Para Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta familiar e de casal, investir tempo em atividades variadas, com amigos e em cuidar de si é que contribui para a superação. "Se nesse processo de cura aparecer um outro amor, tudo acontece mais rápido, sem dúvida. Mas essa não é a condição para esquecer alguém". A psicóloga Angélica Amigo conta que pessoas que não sabem ficar sozinhas dificilmente preenchem o coração com outras coisas. "A única maneira que conhecem para ser felizes é se apoiar em alguém. E isso não é positivo, porque não se pode jogar nas costas do outro as responsabilidades que ser feliz implica. A relação fica pesada demais".
2. Não se transforme em "stalker"
Na opinião da psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, procurar notícias do "ex" através de amigos em comum ou ficar controlando seus passos nas redes sociais são formas de paralisar a própria vida. "Se acabou a relação, olhe para frente e invista no novo", diz. É um padrão de comportamento muito comum romper um relacionamento e continuar a se sentir no controle dele. Se transformar em "stalker" seria uma maneira destrutiva de dar continuidade à relação. Ao bisbilhotar a rotina alheia, deixamos a própria vida em suspenso, de escanteio. "Aí nunca esquece mesmo, porque a pessoa age como se ainda tivesse algo com o outro", diz Angélica Amigo.
3. Pare de alimentar a culpa pelo fim
A raiva e a frustração de ver os planos amorosos ruírem podem levar a uma visão distorcida dos acontecimentos. Não é raro assumir o papel de vítima –para chamar a atenção, para transformar o outro em vilão ou por puro comodismo. De acordo com a psicóloga Regiane Machado, é bom ter cuidado para não se culpar excessivamente nem assumir a responsabilidade plena pelo fim da relação, afinal, um relacionamento é construído por duas pessoas que têm defeitos e qualidades. O comportamento contrário também é prejudicial. Jogar a culpa no outro piora a situação. "Se a pessoa não toma ciência dos próprios problemas e da sua parcela de culpa e responsabilidade no término, não consegue se desvencilhar do passado", diz Angélica Amigo
4. Não se obrigue a ter novos interesses imediatos
"Você precisa se distrair", dizem mãe, pai, irmã, amigos e até o chefe. Porém, nem sempre procurar alternativas de lazer ou fazer uma transformação radical –mudar o guarda-roupa ou o corte de cabelo, por exemplo– são boas soluções, justamente porque têm caráter impulsivo. "Novos interesses são sempre bem-vindos, mas apenas se a pessoa estiver realmente a fim de investir sua energia em coisas novas. Todo final de relação amorosa inclui um pequeno período de luto, e isso tem de ser elaborado devagar", afirma a psicóloga Angélica Amigo. "Acredito que tudo o que acontece impulsivamente não dura. É preciso pensar sobre o assunto e avaliar o que realmente gosta, para depois ir beber de outras fontes”, diz. Segundo Marina Vasconcellos, isso não significa, porém, se isolar. "É preciso sair, sim, relacionar-se com outras pessoas e, principalmente, não deixar de se cuidar", afirma.
5. Passe um tempo sem rever a pessoa
Se não houver filhos, é bom cortar o contato com a pessoa, para que ela vá se tornando menos presente em sua vida. "Certamente, quanto maior for o afastamento, maiores as chances de se superar a perda. Deixar de ouvir a voz ou ver o 'ex' ou a 'ex' vai fazendo com que a presença ‘mental’ da pessoa também perca a intensidade”, diz a Marina Vasconcellos. Angélica Amigo afirma que muita gente coloca o controle no lugar do afeto. A pessoa nem está mais tão apaixonada, mas provoca encontros aparentemente casuais, busca notícias, julga novos companheiros. Ao fazer isso, a vida não evolui, e o relacionamento que não existe mais permanece pairando nos pensamentos.
6. Não alimente as lembranças
Pare de alimentar lembranças --em especial, as felizes. "Para superar uma perda, é fundamental não ficar curtindo a tristeza isolado, fechado em seu próprio mundo, lamentando-se ou lembrando das coisas que eram boas e foram perdidas", conta Marina Vasconcellos. "Isso tudo, é claro, sem deixar de lado a necessidade de se rever, de ficar só por um tempo para entrar em contato consigo e com seus desejos mais profundos". É importante refletir sobre o que não era bom na relação e pensar friamente sobre os motivos que conduziram o casal ao rompimento. O que verdadeiramente provocou a separação deve ser olhado e entendido --e servir de lição para relacionamentos futuros ou para ajudar a aceitar que o fim era mesmo a melhor alternativa.
7. Não finja sentir aquilo que não sente
Fazer de conta que não está se importando com o rumo que os acontecimentos tomaram, quando internamente se sente em pedaços, é uma atitude que não contribui em nada. Mesmo que as pessoas acreditem em você, na sua firmeza, por dentro, o sofrimento só aumenta. Colocá-lo para fora ajuda a esquecer, assim como desabafar com os mais próximos. "Isso tudo faz parte do processo do luto", diz a psicóloga Angélica Amigo. "Elabore primeiro a perda, reveja alguns conceitos sobre o que é estar com alguém e, a partir daí, você conseguirá se reinventar", declara.
Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Amor Não Vivido
Amor não vivido
Um amor não vivido é na verdade
O melhor e mais completo amor que se pode ter
Podemos vive-lo intensamente
Da maneira mais sublime e bonita
Fantasiamos coisas que num mundo real jamais acontece
Um amor não vivido é um amor inventado
Inventado por quem tem no peito um amor maior
Maior que beijos apaixonados
Abraços apertados e respiração ofegante
Um amor não vivido é um amor sem brigas
Um encontro perfeito entre duas almas
Nesse amor só há coisas boas e a rotina jamais o desgasta
Um amor não vivido pode ser platônico mas é também pura poesia
É musica romântica, cheiro de mato, água cristalina
No inverno é quente entre vinhos e cobertores
No verão é solto nas praias e cachoeiras
Um amor não vivido é aquele que de dentro de nosso peito
Sai para viver o mais lindo dos romances
Pode correr mundo, devastar matas, escalar montanhas
Esse amor tudo pode
A ele tudo é permitido
Só não se permite ser real
domingo, 2 de junho de 2013
O Namoro
Todo o relacionamento conjugal precede de um determinado tempo de maturação afectiva, marcado por um período denominado NAMORO.
O Namoro, segundo a visão espírita, se traduz por suave encantamento, onde dois seres descobrem um no outro de maneira "imprevista", motivos e apelos para a entrega recíproca, numa relação matrimonial e familiar.
No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às Leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afectivo e sexual.
Embora os estudos terrenos estejam propensos a designarem a atração entre dois seres através da libido, não podemos negligenciar que esta ligação vai além do físico, pois contamos com inteligências desencarnadas neste "jogo afectivo" resguardando e guiando companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
O Casamento
O Espiritismo ensina-nos que o casamento "é um progresso na marcha da Humanidade" e que a sua abolição significaria o "retorno à vida animal".
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )
O casamento ou união de dois seres origina um regime de vida em comum pela qual duas criaturas se confiam uma à outra no campo da assistência mútua, na criação e desenvolvimento de valores para a vida implicando em direitos e deveres de um para com o outro.
Para além da união física e moral, o ser liga-se a outro com um compromisso afectivo, sendo estabelecido entre ambos um circuito de forças pelo qual se alimentam psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade.
Quase sempre recebemos como cônjuge a quem muito prejudicámos no passado ou a quem conduzimos ao desiquilíbrio.
Há quem fuja à responsabilidade do matrimónio para evitar problemas ou sofrimentos inerentes aos compromissos préviamente assumidos no plano espiritual. Estará assim adiando o seu resgate.
(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
A maior parte dos relacionamentos matrimoniais que se distinguem felizes, só o são, relativamente pelas afinidades de suas inclinações e instintos.
Apenas nas esferas superiores, advertem-nos a Espiritualidade, é que se encontra a verdadeira união e reciprocidade entre os espíritos.
União Feliz
Quando dizemos que ansiamos para encontrar a nossa "cara metade", estamos desejando uma relação a dois feliz. Pensamos encontrar alguém que nos complemente de todas as formas.
Geralmente marcada por resgates de provas ou expiações, é o tipo de união mais propenso no nosso estágio evolutivo. Com mais ou menos intensidade, dependerá de várias condicionantes pretéritas para determinar a sua complexidade.
Nas ligações terrenas encontramos as grandes alegrias; no entanto é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isto porque, embora não percebamos de imediato, recebemos "quase sempre no companheiro da vida íntima os reflexos de nós próprios". (Emmanuel)
Através dos principios cármicos - Lei da acção e reacção - vamos rsgatando nossos débitos através das provas, tentações, crises ou situações expiatórias.
Aquilo que passamos hoje, possivelmente, fizemos o nosso companheiro experimentar no passado.
As Responsabilidades Mútuas
Nos casos de aborto, a responsabilidade é comum quando de conhecimento mútuo.
Em casos de casais sem filhos, a causa poderá estar fundada em infertilidade de um dos cônjuges, ou de ambos, resultando em instabilidade emocional a nível familiar. Ou no caso de um dos dois não optar por filhos, tal gerará desentendimentos também a este nível. Tanto na primeira como na segunda hipótese a situação é delicada e poderá ser encontrada uma resposta através do passado espiritual.
Terapêutica: No primeiro caso a doutrina aconselha a adopção, pois nunca se saberá se os laços espirituais estarão próximos independentemente da consaguinidade. No segundo, é recomendada a paciência e o respeito pelo outro, ponderando em conjunto a melhor solução para a manutenção da família.
O Respeito e a cooperação em casa, nos afazeres domésticos, são importantes detalhes para a manutenção equilibrada e harmoniosa de uma relação conjugal. Principalmente, nos dias de hoje, que os jovens casais fraccionam o seu dia entre o seu trabalho profissional e a casa e que, muitas vezes, se vêm confrontados com situações delicadas a este respeito. A formação por parte dos pais, por melhor que seja, nem sempre se ajusta às necessidades actuais, visto que as gerações vão modificando as suas expectativas.
A cooperação nas pequenas coisas deve ser constante na vida a dois, principalmente hoje, na vida moderna.
Diálogo
Através do diálogo e bom senso, o casal passa a conversar acerca das suas diferenças e mutuamente procuram um consenso.
A primeira condição para o sucesso do diálogo está em saber ouvir.
A falta de paciência de un dos conjuges em ouvir o outro contribui para que haja mágoa, decepção, influindo negativamente no próprio relacionamento do casal.
E quando se diz dialogar é em tom baixo e respeitoso e não pendendo para a discussão.
Terapêutica: O diálogo é edificante, a discussão desestabilizadora.
É de tal conveniência para a harmonia do casal que tanto o esposo quanto a a esposa reservem sempre tempo para conversar, seja à noite seja fins-de-semana.
É preciso não permitir que o diálogo torne-se cada vez mais raro.
O casal deve saber ceder .
Na convivência conjugal, nenhum deve deixar prevalecer a sua vontade de forma impositiva e nem deixar que o outro se anule para atender as suas exigêngias egoísticas.
Cada um tem a sua personalidade e consciência que precisam e devem ser respeitadas. Nenhum tem o direito de cercear a liberdade do outro, desde que esta não corrompa o respeito e as responsabilidades mútuas assumidas enquanto casal.
Infelizmente ainda possuímos o desejo de "limar" as imperfeições e defeitos do outro segundo os nossos critérios e modelos mentais.
Devemos aceitar as diferenças com carinho, respeito e dignidade.
As Diferenças entre os cônjuges
Não esperemos que o nosso cônjuge não tenha defeitos. Todos os temos. Bastará algum tempo de convivência para nos darmos conta dos defeitos dele e ele dos nossos.
A aceitação será o melhor caminho.
Sem dúvida o cônjuge poderá ajudar o outro a combater as suas más inclinações. Mas essa ajuda terá que ser dada com muito cuidado, de forma amiga, respeitosa, longe de terceiras pessoas, para não ferir a sua sensibilidade, caso contrário, será uma atitude profundamente infeliz e deselegante.
Infelizmente, constatamos muito mais as atitudes constrangedoras.
Para o cidadão comum, deveria representar um código de ética as atitudes baseadas na benevolência e indulgência; para nós espíritas, para além de um código de ética coral, representa uma atitude cristã.
Outro hábito anticristão é o de utilizar expressões depreciativas para os defeitos do cônjuge - incluindo também as brincadeiras de mau gosto. As qualidades é que devem ser exaltadas contribuindo para uma harmonia constante e admiração mútua entre o casal.
Alterações afectivas no Casamento
No princípio tudo é sonho - é Lua de Mel!
Depois o quotidiano se encarrega de moldar o nosso olhar para as experiências, retirando o véu de ilusões.
Em muitos casos a afeição perdura e amadurece. Mas em uma esmagadora maioria a união se desencanta e aí verificamos se os cônjuges estão unidos verdadeiramente em espírito.
Com a chegada dos filhos, a situação agrava-se, pois o carinho e a afeição que está dividida entre duas pessoas, passa a ser partilhada por mais.
O casamento repentinamente promissor "adoece". Os desafios do quotidiano representam conflitos, moléstias, falhas de formação e temperamento.
Ciúme
A união conjugal deve estar apoiada na confiança mútua, conquistada e não imposta.
lIVRO ESPIRITO
CHEIRO
Tem gente que tem cheiro De passarinho quando canta, De sol quando acorda, De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede. Tem cheiro de gente Que quando acorda ri ao lado da flor e sente no balanço uma rede. Tem passarinho com cheiro de gente quando canta, e rede com balanço e flor, e mais gente sentada ao lado Para rir e acordar... aaa, o cheiro de gente como encanta. E canta enquanto encanta... Sentada ao lado para não acordar. Sonia Vico e Luciana Silveira
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Meu Amor
O Meu Amor
Chico Buarque
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Yo Soy Aquel -Eu sou aquele
Yo soy aquel que cada noche te persigue
yo soy aquel que por quererte ya no vive
el que te espera, el que te sueña
el que quisiera ser dueño de tu amor, de tu amor
Yo soy aquel, que por tenerte da la vida
yo soy aquel, que estando lejos no te olvida
el que te espera, el que te sueña
aquel que reza cada noche por tu amor
Y estoy aquí aquí, para quererte
estoy aquí aquí, para adorarte
yo estoy aqui aqui, para decirte
que como yo, nadie te amo
Yo soy aquel, que por tenerte da la vida
yo soy aquel, que estando lejos no te olvida
el que te espera, el que te sueña
aquel que reza cada noche por tu amor
Y estoy aquí aquí, para quererte
estoy aquí aquí, para adorarte
yo estoy aqui aqui, para decirte
amoooooor, amooooooooor, amoooooooooooooooor!.
AMOR
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..
Fernando Pessoa
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